domingo, 21 de fevereiro de 2010

25255

Oceanos bravios e as procelas
Repetem velhas cenas do passado,
Aonde se mostrasse abandonado
O mundo reproduz diversas telas

E nelas entranhadas torpes celas
Aonde se pensara em luta e brado,
O quadro noutro quadro disfarçado
Impede outras visões deveras belas.

Um carrossel reflete a humanidade
Que segue em contraluz o próprio rabo
E quando do futuro der o cabo

Voltando ao que já fora ora se invade
E mata o seu porvir com o pretérito
E crê que nisto existe qualquer mérito.

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